SE EU APENAS TE AMO
SEM MAS NEM PORQUÊS,
SE TE ESCOLHI PARA FAZER PARTE DE MIM,
SE TE FIZ PAI,
SE TE FAÇO FELIZ,
SE TE COMPLETO,
SE TE MAGOO,
SE SIMPLESMENTE ALGO ACONTECE...

TUDO QUE TEMOS SE DEVE 
A TUDO QUE TENHO QUANDO VOCÊ
ESTÁ DO MEU LADO.

E SE CHORO SEM MOTIVO,
SE SINTO MEDO,
SE TORNO COISAS FÁCEIS AS VEZES TÃO DIFÍCEIS,
SE TE OLHO ENQUANTO VOCÊ DORME,
SE TE PERDOO...

ENTÃO TUDO QUE TEMOS SE DEVE
A TUDO DE BOM QUE
CULTIVAMOS.
SE DEVE A TUDO QUE TEM
QUANDO ESTÁ AO MEU LADO.

AMO VOCÊ,
AMO O FILHO QUE ME DEU
AMO O FUTURO QUE TEREMOS
AMO TUDO O QUE TEM PARA ME OFERECER
E TAMBÉM AMO, UNICAMENTE COMO NINGUÉM,
AMO VOCÊ.

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Felicidade (Marcelo Jeneci)


Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz.
Sem tirar o ar, sem se mexer, sem desejar como antes sempre quis.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
Lembrará os dias que você deixou passar sem ver a luz.
Se chorar, chorar é vão porque os dias vão pra nunca mais.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
Dançar na chuva quando a chuva vem.
Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
Dançar na chuva quando a chuva vem.

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Indefinidamente

Espero de mim mesma tanta coisa que não sei como reagir com as situações.
Deixo tudo incompleto, nunca termino o que começo.
Frustro-me com meu próprio choro, não expresso o que sinto.
Entrego-me totalmente e me magoo.
Escrevo muito e nem sempre sei o que quero dizer.
Então agora tenho mais medo, não sei para onde ir...

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Eu gosto do seu corpo
Eu gosto do que ele faz
Eu gosto de como ele faz
Eu gosto de sentir as formas do seu corpo
Dos seus ossos
E de sentir o tremor firme e doce
De quando lhe beijo
E volto a beijar
E volto a beijar
E volto a beijar
E.E Cummings

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Tão imperfeito quanto as poucas palavras
São apenas passos o que eu acho que ando
Passos para o nada, sempre o nada...

E então você chega de repente
e deixa tudo virado, avesso ao errado
o certo seria mas não o é...

E sinto tuas mãos,
e quero tua boca,
teus olhos fixos,
sobre, entre, dentro...
Tão simples...

Ao acaso buscava respostas,
buscava formas inertes que aos poucos
foram se tornando um eu.

E tornaram-se suspiros
mãos e braços entrelaçados
egos alterados, sôfregos,
buscando segurança entre minhas coxas
mostrando-me segurança entre seus braços...

E o sonho acaba, e acordo...
e os braços ainda amarram-me,
a boca cela minha boca
como se nada mais fosse importante...
              Apenas sentir torna-se importante...

Tão imperfeito quanto as poucas palavras,
as mãos, os gestos ágeis, o corpo um,
a segurança entre suas palavras,
a forma nas minhas mãos...

E desfizeram-se os medos.
E no lugar sussurros sôfregos...
E prazer... E desejo...
                           ...NÓS...UM SÓ...SEMPRE...

                                                            




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"Hoje era um dia para nem se ter acordado!", pensou. Com seu cabelo minguado colado ao rosto caminhou até o banheiro despiu-se e se lavou. Tinha a feição triste, abatida. Enfim viver mais um dia...

A rotina do trabalho foi corrida, mas é isso quem enfrenta quem lida com clientes, nem sempre estão felizes. "Ainda são três horas, poxa!", pensou enquanto fitava o relógio pelo canto do olho. "Até às cinco vai ser duro!". Mesmo assim não desanimou. Recorreu aos amigos, pediu ajuda, sorriu... As horas felizmente passaram, era hora de descançar.

Talvez a o tempo não queria passar de propósito. Talvez já soubesse que algo não daria certo, que o ciclo estava por terminar. Talvez, só talvez por isso que o carro deslocou-se quase em efeito lento pela rua antes de perder o controle. Talvez a hora não passava por saber quem era o carona, para preseervar os últimos instantes. Porque a hora sabia o delito que seria cometido, sabia do carro, do carona, do louco na bicicleta, do desvio, do vão da ponte, do rio. possivelmente até sabia que justamente o carona ficaria submerso, preso em seu cinto, sem direito ao menos de pedir perdão por tudo que fez na vida, ja que o desespero para se soltar e tentar viver era maior.

"Hoje era um dia para nem se ter acordado!!", pensou a caminho do seu juizo final...

Às vezes temos a escolha nas mãos. Mas ela apenas adia o que a imprecisão faz acontecer.

                                                                                                                                                  

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A solidão é meu cigarro
Não sei de nada e não sou de ninguém
Eu entro no meu carro e corro
Corro demais só pra te ver, meu bem

Um vinho, um travo amargo e morro
Eu sigo só porque é o que me convém
Minha canção é meu socorro
Se o mar virar sertão, o que é que tem?

O amor é pedra no abismo
A meio-passo entre o mal e o bem
Com meus botões à noite cismo
Pra que os trilhos, se não passa o trem?

Os mortos sabem mais que os vivos
Sabem o gosto que a morte tem
Pra rir tem todos os motivos
Os seus segredos vão contar a quem?

Dias vão, dias vêm, uns em vão, outros nem
Quem saberá a cura do meu coração se não eu?
Não creio em santos e poetas
Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu
Melhor é dar razão a quem perdoa
Melhor é dar perdão a quem perdeu

(Zeca Baleiro)

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Não carrego nos bolsos nada além do que suporto
não prometo  o que não tenho alcance
talvez trate te forma insípida assuntos urgentes
Sempre trato como urgente a minha futilidade

Nunca trabalho a mais do que meu corpo aguenta
nem posso, souescrava de mim mesma
a minha vaidade me consome por inteiro
a minha vida se tornou algo vazio, triste.

não vou a lugares desconhecidos
não tenho vontade de conhecer mais nada.

Se te espelhas em mim corra!
O que és é apenas o escuro.
O vazio, o nada.
Não deixe tu que a morte te leve.
Isso é morrer em vida

quando o vazio e o nada se encontram....



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A Metamorfose ou Os Insetos Interiores ou O Processo


O Teatro Mágico


Notas de um observador:


Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.


Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.


Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.


Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.

A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.

Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se

A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.

Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.


É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.


E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.


Assim são os insetos interiores.

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